Hora de partir

Rio de Janeiro/São Paulo, noite de 26 a 27 de janeiro de 2014, Brasil.

Após nossa última despedida – um delicioso churrasco em família -, mal podíamos acreditar, mas era verdade: estava na hora de ir embora.”Como passou rápido, meu Deus!”, todos diziam. E quando percebemos, já estávamos no aeroporto embalando as mochilas.

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Carol despedida-se de seu irmão, cunhada, sobrinhos, avó e padrinho, enquanto eu aproveitava para ficar um pouco mais com meu pai, que trabalha na companhia aérea do nosso primeiro voo (Rio-Guarulhos).

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Ainda deu tempo de encontrar grandes amigos, Pedro e Diego, receber os últimos abraços e ganhar alguns mimos (o travesseiro de pescoço quebrou um galhão, obrigado!).

E então chega a hora do embarque e a coisa fica séria. É realmente a hora de partir. Os últimos abraços parecem doer mais. Difícil aceitar a distância daqui pra frente. Nossa querida família, nossos pequenos sobrinhos… Não poderemos vê-los por um bom tempo. Quem disse que seria fácil? Para cada escolha, uma renúncia. Temos que arcar com as consequências.

Vamos para a fila de entrada no avião. Ao nosso lado desde o check-in, meu pai vai nos acompanhando até o final na área restrita. Até o final mesmo. Quando o abracei no finger pensando que já não nos veríamos mais, adivinha quem aparece DENTRO do avião?

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Um último adeus, e agora sim – haja coração -, decolamos.

Chega o fim da ponte aérea e ao descer da aeronave, um ônibus nos espera para levar-nos até o terminal correto. Chegando lá, vamos pegar a mochila na esteira de bagagens. Não queria despachar nada, principalmente em uma viagem por três continentes, mas é o jeito, já que a pedido de nossa anfitriã em Hong Kong, estamos levando um estoque de doce de leite em embalagens de vidro.

A mochila demora a chegar e vamos ficando apreensivos. Perderíamos a bagagem logo na primeira parada? Ela demora, mas enfim chega. Tempo de seguir em frente pela paisagem escura e medonha de Guarulhos – esperávamos mais do aeroporto mais movimentado do país.

Durante o check-in para o próximo voo, uma pequena surpresa: o atendente da South African Airways exigiu-nos uma passagem de volta ao Brasil. Expliquei a ele sobre nossa volta ao mundo, apresentei nossos bilhetes de saída de Hong Kong para Bali e depois Singapura, mas ele era irredutível. Teve de sair para consultar o gerente – e a gente morrendo de medo de ser “deportado” ainda em São Paulo…

Felizmente ele volta e reconhece a legitimidade de nossa viagem, liberando nossos cartões de embarque em seguida. Precisamos aqui fazer uma menção honrosa aos nossos intestinos, que se comportaram muito bem, mesmo diante de tanta pressão.

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A cada passo, mais perto ficávamos de cumprir nosso objetivo. Finalmente entramos no avião, um robusto Airbus 300-340 de formatação 2x4x2. Basicamente, um treco gigante, relativamente confortável e repleto de Amarula.

O bichão decolou, e então oficialmente estávamos fora do Brasil! Próxima parada: África do Sul!
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3 respostas em “Hora de partir

  1. kkkkk Quase que seu pai foi junto….rsrsr Esse sustinho de talvez não embarcar foi só o começo….kkkk ainda vai ter muitos contos para dividir conosco…. bjos 🙂

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