Uma Tarde no Museu (com Bruce Lee)

2º Dia – Tsim Sha Tsui, 29 de janeiro de 2014, Hong Kong.

Chegamos numa terça-feira e, ainda cansados de viagem, decidimos ir no dia seguinte visitar os museus. É que quarta-feira a entrada nos museus é gratuita 🙂

Descemos na estação de metrô de Tsim Tsa Shui e fomos seguindo pela Nathan Road. Esse talvez seja a avenida mais famosa e movimentada de Hong Kong, com gente de todo canto do mundo indo e vindo. A presença de muçulmanos por aqui é evidente. Islâmicos de aparência tipicamente asiática, provavelmente malaios e indonésios, frequentam as áreas próximas à mesquita.

Por aqui também encontramos vários indianos e turcos. Eles ficam nas esquinas, às vezes em grupo, oferecendo relógios e outras coisas para os estrangeiros que passam. Às vezes são chatos pela insistência, e devo confessar, foi o único lugar até agora de Hong Kong que nos sentimos levemente inseguros.

Desde longe já é possível ver os imponentes museus. Estão ali, um ao lado do outro: o Hong Kong Cultural Centre, Hong Kong Space Museum e o Hong Kong Museum of Art.

Algumas coisas por aqui abrem tarde, e esse é o caso de algumas atrações. Mesmo tendo chegado por volta de meio-dia, alguns museus só abririam a partir das 13h. Fomos então conhecer a Tsim Sha Tsui Promenade, onde fica a Avenue of Stars, uma versão Made in China da calçada da fama de Hollywood.

Que lugar incrível! A começar pela vista, que é lindíssima, de frente para os edifícios mais altos de Hong Kong.

Vamos andando, desviando dos milhares de chineses pelo caminho, e após esperar em longas filas, enfim conseguimos tirar algumas fotos clichês.

A multidão não dá trégua e vai cada vez mais se aglomerando. Descobrimos o motivo da concentração: Todo mundo quer tirar foto com o Bruce Lee.

O lugar é ótimo, mas assim como toda Hong Kong, é lotado. Uma pausa para a última foto e logo seguimos para os museus.

Começamos pelo Hong Kong Space Museum:

O museu é sensacional, com várias réplicas e simulações que facilitam a compreensão das missões espaciais e do funcionamento do universo.

O museu parece atrair bastante crianças, que estavam em maior número por lá. Logo em seguida, fomos visitar o Hong Kong Science Museum.

Toda sua imponência pode ser medida antes mesmo de adentrá-lo. No pátio externo, representações de dinossauros em tamanho real se movem, fazem barulhos e unem-se a paisagem, para a alegria dos visitantes que tiram fotos.

Contudo, é lá dentro que o negócio fica ainda melhor. Dividido por setores como “transporte” e “telecomunicações”, o museu conta com diversos atrativos que explicam tudo sobre determinado tema. Não pouparam esforços para colocar um avião (!) à mostra.

Perto dali, uma salinha escura atraia a presença de muita gente. Era um vídeo explicativo que passava, explicando todo o processo de fabricação dos noodles! Esses chineses…

Ficamos um bom tempo por lá até que decidimos fechar o dia com chave de ouro. Aquele seria o melhor museu de todos, o excelente Hong Kong Museum of History.

O museu é uma atração completa, e vai fundo ao explicar a história de Hong Kong. Começa desde os primórdios da geologia, mostrando as formações rochosas que deram origem àquela terra, passando pelo surgimento das primeiras formas de vida e os primeiros habitantes durante a Idade da Pedra…

As várias etapas da formação de uma civilização avançada vão sendo mostradas tão didaticamente, que é impossível não aprender com os cenários, exemplos e material multimídia sempre presente.

Após todos os costumes e tradições dos primeiros aldeões terem sido mostrados, a gente pensa que o museu não tem nada mais a oferecer e já nos damos por satisfeitos. Ledo engano – a “História” nem começou. Partimos então para uma jornada através dos acontecimentos mais recentes de Hong Kong: a dominação britânica, a invasão japonesa, as tragédias internas…

Saímos de lá extasiados, amando Hong Kong. É lindo ver como aquele povo foi capaz de transformar o que era pra ser apenas um porto de tráfico de ópio em uma nação, e após diversos desafios históricos, conseguir ser uma potência econômica.

Até a década de 70 a cidade sofria de grandes secas e incêndios que inviabilizavam a manutenção de uma infraestrutura  básica. Cortiços e doenças se proliferavam, a qualidade de vida era nula.

Passado algum tempo, com o trabalho árduo de seu povo e investimento em educação, Hong Kong mudou. De país paupérrimo à tigre asiático. Do bonde puxado por tração animal ao trem bala. Das crianças descalças aos jovens engenheiros, que trabalham nas maiores empresas de ciência e tecnologia instaladas no país, desenvolvendo-o ainda mais.

Hong Kong nunca precisou do rótulo de país do futuro, tampouco a população acreditou que um dia a sorte cairia ao seu favor. Tão logo ganhou autonomia, o governo resolveu investir. E o povo simplesmente pegou no batente, estudou, empreendeu. Dos lamaçais e casebres imundos, fizeram uma metrópole cosmopolita e urbana. Próspera. Moderna. E nem os mais altos de seus prédios serão capazes de alcançar a altura da dignidade de cada um que aqui vive e constrói diariamente esse lugar.

Estamos apaixonados por Hong Kong.

Anúncios

2 respostas em “Uma Tarde no Museu (com Bruce Lee)

  1. Pingback: Altas Confusões em Hong Kong | Os Incomodados que se Mudem!

  2. Pingback: Hong Kong – O Que Vimos e Quanto Gastamos | Os Incomodados que se Mudem!

Comenta aí!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s