Cheung Chau – O Lado B de Hong Kong

5º Dia – Cheung Chau, 01 de Fevereiro de 2014, Hong Kong.

Domingo tem cara de domingo em qualquer lugar do mundo.

Acordamos tarde naquele dia, por contas das celebrações do ano novo chinês na noite anterior. Nem tínhamos muitos planos, mas nossos anfitriões haviam deixado uma mensagem na mesa: “Tão a fim de dar um rolé na praia hoje?”. Hã, como assim? Praia em Hong Kong? Pois é.

Ficamos interessados na ideia, convencemos o Vinny, o mochileiro cearense que estava hospedado com a gente na casa, e marcamos por telefone um lugar para todos nos encontrarmos. Em poucos minutos, estávamos confortavelmente dentro do ferry boat, prontos para conhecer o lado Beach de Hong Kong!

Carol, nossos anfitriões, e o mochileiro do Ceará. Infelizmente a simpática senhorinha chinesa de óculos não quis nos acompanhar.

Hong Kong é formada por várias ilhas, sendo Hong Kong Island a principal delas. Logo em seguida temos Lantau Island (a ilha onde fica localizado o aeroporto, o Big Buddha e a Disneyland) e as Outlying Islands, conjunto de ilhas de menor expressão distantes em torno de 30 minutos da ilha principal. Cheung Chau é uma delas.

A viagem atrai até mesmo os moradores locais, que vão em busca de um pouco de natureza e paz bem próximo á metrópole.

A chegada à ilha mostra-nos que podemos até encontrar a natureza em seu território, mas “paz” vai ser um pouco mais difícil. Como tudo em Hong Kong, o lugar é cheio de gente.

Cheung Chau também é famosa por suas barraquinhas de frutos-do-mar. Por onde quer que se vá, existirão diversas opções mesclando camarões, ostras e lagostas. Aquários com peixes e siris vivos estão a disposição do cliente, que escolhe qual animal comer – é feito na hora, do jeito que os chineses gostam. Outras comidas mais diferentes também estão à disposição.

Dúvida cruel: frango…

…ou porco?

Mais do que pratos típicos, Cheung Chau é interessante por mostrar-nos, pela primeira vez, uma Hong Kong menos cidade grande e mais vilarejo. O máximo encontrado por aqui são casas de dois andares. As bicicletas predominam no ambiente. Crianças brincam sossegadamente nas ruas enquanto os barcos repousam ancorados.

Por aqui também existem vários templos, e começamos a perceber desde já como os chineses são surpreendentemente religiosos e apegados aos rituais. Veríamos muito mais manifestações como essa ao longo dos próximos dias.

Entrando nos becos e vielas, enfim vamos nos aproximando da praia. Existe um costume oriental, muito comum aqui em Hong Kong, de evitar o sol ao máximo. Segundo falam, quanto mais escura a pele deles, menos status teriam, já que poderiam ser confundidos por “trabalhadores braçais”, que ficam expostos ao sol todo dia. E quanto mais branca a pele, mais “nobre” você é…

Eles que continuem a acreditar nessa bobagem, mais praia pra gente! Ao contrário dos outros lugares da ilha, as areias não estavam lotadas, e os únicos presentes eram em sua maioria estrangeiros.

Ainda havia mais praia para o outro lado! Passamos por um heliporto e fomos chegando à Kwun Yam Beach.

Quem diria, uma praia praticamente só pra gente, e em plena Hong Kong!

O visual era bem bonito e até nos lembrou algumas pequenas praias de Búzios, no estado do Rio de Janeiro. A temperatura girava em torno dos 23ºC e a água estava bem fria, mas ao contrário de nossos colegas, não resistimos e tivemos que dar nosso mergulho em Hong Kong.

Além da qualidade da praia em si, nos chamou a atenção sua infraestrutura. Banheiros públicos bem limpos, dotados de chuveiros e vestiários, ficavam no local para utilização dos banhistas. Uma maravilha!

Com tempo de sobra, fizemos uma pequena trilha até um ponto mais alto onde poderíamos ter uma visão panorâmica das praias.

Não é bem esse o tipo de paisagem que as pessoas esperam de Hong Kong!

O mochileiro cearense, os anfitriões e nós.

Pegamos a última barca em uma fila imensa, mas conseguimos sair da ilha. E é claro, à noite, Hong Kong não perdeu a oportunidade de se impor e mais uma vez nos oferecer um espetáculo de luzes e cores.

Gostamos muito de Cheung Chau, é um passeio de uma tarde, alternativo e bem interessante para quem tem algum tempo na ilha e gostaria de ver um pouco de natureza.

Achamos que isso seria o máximo que Hong Kong poderia nos propor em termos de praia, mas não imaginávamos que belezas naturais ainda melhores viriam em seguida…

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Uma resposta em “Cheung Chau – O Lado B de Hong Kong

  1. Pingback: Hong Kong Nunca Acaba – Nossa Despedida | Os Incomodados que se Mudem!

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