Macumbas Chinesas S/A: Encontrando com Buda de Teleférico

8º Dia – Lantau Island, 04 de Fevereiro de 2014, Hong Kong.

O Big Buddha é a maior atração – literalmente – de Hong Kong. A enorme estátua de Siddharta Gautama (budão, para os íntimos) fica encravada no vilarejo de Ngong Ping, em meios as montanhas. Enfrentamos uma fila de mais de uma hora para conseguir comprar os ingressos do teleférico, que variam bastante de preço de acordo com a “classe” desejada. Há teleféricos de luxo, individuais, envidraçados… evidentemente que escolhemos o mais simples (105 HKD, por pessoa), passagem só de ida (a volta seria de ônibus, bem mais barato, mas também há a opção da trilha). Queríamos ter essa experiência de cruzar os ares, que aliás, valeu muito a pena!

A viagem de aproximadamente 20 minutos já começa bem: passando por cima do mar!

Mesmo com o dia começando nublado, dá pra ver muita coisa lá de cima: as montanhas, os prédios, e até o aeroporto. Pra quem tem medo de altura, é um desafio e tanto! Mas acredite, todo o trajeto é bem seguro, o teleférico é bem estável. Vamos acompanhando a trilha que vai passando bem embaixo de nossos pés, um monte de gente prefere esse contato maior com a natureza.

Entre as idas e vindas dos outros teleféricos, os minutos finais do trajeto reservam a primeira vista do Buda, ao longe. Uma silhueta vai tomando forma e aguçando mais ainda a vontade de estar lá.

A chegada é bem ao estilo de Hong Kong: passa-se por dentro de diversas lojas, como em um pequeno shopping, onde lembranças são vendidas. Não dá pra entender a razão de comprar souvenirs de um lugar que mal chegamos, mas aparentemente todo mundo pensa diferente e faz fila para adquirir roupas, bonés, chaveiros, etc. Até fotos personalizadas – tiradas no exato momento em que entramos no teleférico, no início do trajeto – são vendidas por ali, em uma bela jogada de marketing. Quem não quer um brinde personalizado? Bom, a gente preferiu passar direto.

Não é só a quantidade de gente que impressiona – afinal, estamos em pleno feriado do ano novo chinês. A paisagem do lugar é incrível, e a vista para a montanha coberta pelas nuvens é de cair o queixo.

Felizmente o sol aparece e ajuda a iluminar nossas fotos, além de nos permitir tirar o casaco que usávamos nos 15ºC que faziam pela manhã.

O vento forte (e gelado!) é implacável, mas parece criar um clima ainda mais interessante ao local. Fomos andando rápido para esquentar e fazer o que todo mundo faz: subir as escadas para a principal atração.

Os 268 degraus passam mais rápidos e menos cansativos do que esperávamos. Enfim, estamos no topo.

Lá em cima, o ex-integrante do Nirvana não está sozinho: belas estátuas o circundam, prostradas aos seus pés e dando-lhe oferendas. Apesar do aviso bem claro de “Proibido jogar moedas”, os turistas chineses, ávidos pela prosperidade, insistem em jogar moedinhas nas estátuas, de forma que caiam nas mãos delas. Na terra do Big Mac a 21 HKD, impossível não resgatar algumas moedas de 1 e 5 HKD que insistem em vir rolando em nossa direção após rebaterem nas estátuas. Culpa dos chineses ruim de mira, e que Buda nos perdoe.

“Amor, disfarça. Pega essa moeda aí do chão e finge que vai jogar…”

Saindo do Buda, fomos dar uma passada nos templos próximos dali.

É tudo muito lindo por dentro. As pinturas, os detalhes de cada escultura e a decoração em ouro são de impressionar.

Mais do que simples trabalhos artísticos, é importante notar a devoção real do povo daqui pelos deuses representados nas imagens. A comparação mais próxima que poderíamos fazer com o Brasil seria a cidade de Salvador, mas nem lá acredito que o culto e as oferendas sejam tão numerosos quanto em toda Hong Kong, especialmente no período do ano novo chinês. Nesse vilarejo, as coisas ficam ainda mais evidentes.

As preces e o uso de incensos são práticas da maioria que passam por ali. Fica até difícil entender o que é religião, cultura ou simplesmente simpatias de prosperidade (que as igrejas evangélicas no Brasil adotaram muito bem, aliás).

Budistas ou não, é inegável que o Sidartão lá de cima é bem fotogênico e onipresente – pelo menos aqui na paisagem.

E assim se passou mais um dia incrível em Hong Kong, onde Budas, incensos, montanhas e pessoas formam um cenário de cartão postal.

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2 respostas em “Macumbas Chinesas S/A: Encontrando com Buda de Teleférico

  1. Pingback: Hong Kong – O Que Vimos e Quanto Gastamos | Os Incomodados que se Mudem!

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