Sentosa Island – A Praia e os Parques Temáticos de Singapura

38º Dia – Sentosa Island, 04 de Março de 2014, Singapura.

Já tínhamos andado bastante pelas paisagens mais tradicionais de Singapura em busca de sua História e até arriscamos uma imersão na rica cultura dos bairros de imigrantes. Agora era a hora do lazer!

E quando se fala de lazer, Singapura não faz feio. Simplesmente separam uma ilha de seu território para criar um parque de diversões cheio de atrações. Seja bem-vindo à Sentosa Island!

Chegamos de monotrilho (SGD $4), que já inclui o valor do ingresso. Durante o pequeno trajeto já é possível ver do alto as incríveis atividades que o lugar tem a oferecer.

Antes de nos enveredarmos pelos parques temáticos, fomos conhecer a Siloso Beach, uma praia artificial criada com areia e até coqueiros importados! Em Singapura é assim: não existem empecilhos para alcançar os objetivos desejados.

Mesmo não sendo uma praia “natural”, até que o lugar é bem simpático.

Claro que nem se compara às praias paradisíacas das vizinhas Tailândia ou Indonésia. Ainda assim, é um excelente local para se passar uma tarde, pegar um sol e se praticar esportes.

“Nada pra fazer? Vá soltar pipa! Na verdade, não pode. Desculpe. Procure outra coisa para fazer.” – Singapura sendo Singapura…

Circular por Sentosa é uma delícia, haja vista que, assim como todo o país, essa ilha é organizadíssima. Mesmo em meio à natureza, existe uma preocupação enorme com o aspecto de limpeza: Nem mesmo encontramos folhas de árvores no chão! Assim como em boa parte do Sudeste Asiático, por ali também existem muitos macacos, mas há uma campanha de conscientização para não alimentá-los e acabar tornando-os tão bagunceiros como os primatas indonésios

Na ilha é possível locomover-se não só de monotrilho, mas também com o bondinho circular que passa de tempos em tempos pelas suas bem cuidadas ruas. No calor sufocante típico de Singapura, de vez em quando é bom parar de andar um pouco e se render ao transporte motorizado. Até os monges sabem disso…

Ao contrário do que parece, a ilha é bem grande. Depois da carona de bonde, vamos até o seu outro lado e começamos a explorar as áreas de livre acesso.

Réplica do Merlion em Sentosa: maior que o original!

Não dá pra resumir Sentosa de maneira simples, porque lá dentro é um mundo! Tem todo tipo de atração, para todos os gostos. Aquários, parques temáticos, museus, jardins, etc.

Em busca de algo que fosse novo para nós (afinal, não iríamos pagar para ver plantas e insetos de floresta tropical, certo?), encontramos um lugar perfeito para passar o restante do dia na ilha: a Universal Studios!

A entrada não é barata (SGD $ 63), mesmo com o desconto de 15% oferecido para clientes Mastercard. Ainda assim, vale a pena cada centavo. É possível realizar todos os sonhos de uma infância em uma só tarde nesse lugar!

O parque é dividido em áreas, cada uma voltada para um filme/desenho específico. Começamos em grande estilo com a turma do Madagascar, com direito à uma atração imperdível, onde um barquinho de madeira nos leva em um rio-túnel cenográfico através da história de todos os filmes da saga, resumidos em uma narração com bonecos articulados em tamanho real e um monte de efeitos especiais dignos de Hollywood. É muito legal, para adultos e crianças.

A poucos metros dali é hora de nos reencontramos com a turma do Shrek!

Não bastasse a construção do castelo de Far Far Away ser perfeita, o lugar ainda conta com um teatro 4D bem legal com uma história paralela do filme. Cadeiras se mexendo e respingos de água se misturam às mais variadas sensações, sempre acompanhadas de boas risadas.

Talvez não seja essa a intenção, mas a arquitetura única e tão bem trabalhada deixa tudo tão romântico que é impossível não reviver a história do ogro que vira príncipe encantado…

Mais a frente, a surpresa fica por conta das réplicas de dinossauros do Jurassic Park.

Infelizmente boa parte das atrações são impossíveis de serem registradas em fotos, haja vista a movimentação brusca, iluminação (ou falta dela) e até mesmo o caráter das atividades, que foram feitas apenas para serem curtidas e só deixarem boas memórias. Mas essa vale a narração: em uma boia, somos levados por um circuito aquático com direito a ondas e correntezas, onde o cenário do Parque dos Dinossauros foi recriado nos mínimos detalhes. Os personagens principais do filme aparecem, gigantes, espichando água, emitindo seus sons e dando muitos sustos. Toda o conjunto de sensações faz realmente parecer que estamos dentro do filme, é sensacional.

Quanto à próxima atração, sou suspeito para fazer críticas, já que sou fã do filme. Já assistiu Waterworld, filmaço pós-apocalíptico de 1995 com Kevin Costner? É simplesmente um dos melhores filmes que já vi. E adivinhem o que a Universal Studios nos reservou para aquele dia? Não só o cenário principal do filme recriado, como ainda por cima uma encenação do trecho mais eletrizante e cheio de ação desse clássico de ficção científica!

A arquibancada é dividida em setores como “área de encharque”, “área de ensopar”, “área de respingos” e “área seca”, bem lá trás, é claro. Acredite, essas definições são levadas bem a sério. Ficamos na parte dos respingos e realmente fomos atingidos por alguns deles. Mas quem ousou ficar bem na frente simplesmente recebeu baldes e mais baldes de água na cabeça e no corpo inteiro.

Antes do início na encenação, os atores que interpretam os vilões dos filmes desfilam com suas armas de água e vão escolhendo alvos aleatórios na plateia. Quem vai com os pertences protegidos e com a intenção de se molhar, se diverte bastante. Não tem como não entrar no clima do filme!

E o melhor é reservado para a hora da história… Simplesmente perfeito. Os efeitos especiais são absolutamente incríveis de tão realistas. Tiros, fogos, explosões, com direito a atores-acrobatas que pulam de alturas inimagináveis e lutam de maneira impressionante, para delírio dos espectadores. Não tem muito o que dizer, é excelente! Até que não assistiu o filme se diverte.

E após toda a explosão (literalmente) de adrenalina, somos mais uma vez surpreendidos pela incrível atração-cenário que homenageia o filme “A Múmia”.

Como é possível ver, tudo aqui é feito para lembrar o Antigo Egito, com direito à pirâmides, múmias e tumbas de faraó.

Confesso que não sabíamos muito bem como eram as atividades internas de cada atração, e logo fomos MUITO surpreendidos por essa. Tá vendo essas esculturas gigantes? Elas têm uma razão para serem tão altas assim…

Conforme entramos no cenário – cada vez mais escuro e amedrontador -, íamos nos perdendo através de corredores e escadas intermináveis, com músicas e ruídos de fundo que faziam Carol ficar cada vez mais colada comigo, de medo. Somente quando encontramos um pouco mais de luminosidade é que percebemos que já estávamos entrando dentro de um carrinho… Não era um carrinho comum, era um daqueles de montanha-russa! Mas como assim montanha-russa, não tínhamos visto nenhuma… ei! Mas por que o prédio era tão alto mesmo? Eu mal conseguia concluir o pensamento quando fomos puxados pra cima em uma velocidade absurdamente rápida.

O que era aquilo? O cenário era a coisa mais ATERRORIZANTE que eu já vi na minha vida, com múmias e caveiras iluminadas com neon, não só saindo das paredes como em qualquer parquinho de terror… Ao contrário, nós simplesmente ENTRÁVAMOS nelas através dos carrinhos. Em determinado momento, senti que realmente estávamos sendo levados até o topo da construção, até que a cabeça iluminada de uma múmia gigante abriu a boca cheia de dentes e gritou “AGORA SUAS ALMAS SERÃO MINHAS, AAAAHHH”, hora perfeita para nos borrarmos de medo e nos sentirmos em queda livre pelos trilhos com a força da gravidade.

Não sei explicar, o negócio é muito bem feito, mas desperta as mais fortes emoções possíveis. Definitivamente não é um brinquedo para crianças – talvez nem para alguns adultos. Saímos de lá meio cambaleantes, com as pupilas ainda dilatadas pela escuridão e pela adrenalina. Perdi a conta de quantas vezes senti meu coração saindo pela boca e o estômago revirar. Ainda assim, não se passaram muitos minutos para que logo quiséssemos voltar… É aquele típico negócio que é “ruim, mas é bom”.

A recompensa pelo susto: uma foto com a Cleópatra!

Até agora não entendi o que o CONAN tá fazendo nesse cenário…

Com o tempo meio corrido, optamos por não repetir a montanha-russa do capeta e acabamos pegando uma fila chata para uma atração mais chata ainda: andar no jipinho super lento que passa por outro cenário – bem mais iluminado – do filme “A Múmia”.

Depois de tanta ação, ficamos meio decepcionados com aquele passeio de tiozão, mas é justo que existam duas atrações bem diferentes, como 8 e 80, para cada tipo de visitante.

Em seguida, adentramos a Sci-Fi City e tivemos o prazer de conhecer outra montanha-russa, a do filme Transformers!

Não era uma montanha-russa das grandes, pelo contrário. Era uma montanha-russa… em 3D! Difícil de acreditar, mas novamente toda a preparação do cenário faz com que verdadeiramente entremos no clima do filme. Apesar do espaço diminuto, os movimentos do carro e as sensações de profundidade em terceira dimensão do vídeo fizeram com que a experiência fosse tão cheia de adrenalina como a da Múmia.

E como nem só de filmes vive esse parque, conhecemos a cidade cenográfica de Nova York. Lindíssima!

Além do cenário por si só já valer a caminhada, ainda é possível encontrar alguns personagens famosos no meio da rua!

Mais do que um passeio cenográfico, a passagem pela pequena New York é um local de boas atrações garantidas. Passar o fim de tarde por ali foi muito agradável, conseguimos assistir a um musical digno da Broadway e ainda pegar uma sessão no museu interativo de efeitos especiais, apresentado pelo próprio Steven Spielberg – em vídeo, é claro.

Após tanta coisa legal vista – mencionei que ainda pegamos uma montanhazinha-russa mais light da Vila Sésamo? -, o parque já contava os minutos para fechar. Como entramos relativamente tarde, por volta do meio-dia, tivemos que correr um pouco para pegar os poucos brinquedos que ainda não havíamos experimentado.

Conseguimos tudo – ufa! – e fechamos no tradicional carrossel, só que personalizado com os personagens de Madagascar!

Tanto eu quanto Carol nos divertimos bastante e voltamos a ser crianças nesse dia! E talvez, justamente por isso, uma coisa me incomodava: eu não havia ainda conseguido encontrar com o símbolo máximo da minha infância, o Pica-Pau.

Tinha visto na internet que o personagem dava o ar de sua graça no Parque, mas até aquela hora não o tínhamos visto ainda. “Gostou do dia?”, Carol perguntou. “Gostei, pena que faltou o Pica-Pau, né?…”

Eu mal havia terminado a frase, e quando já cruzávamos a esquina em direção às catracas de saída, gelei. Estávamos bem próximos, um minuto de atraso e já estaríamos fora do Parque. Mas foi aí então que, meninos, eu vi: Com passos lentos e precisos, em seu cambalear típico de pássaro malandro, ele parecia vir de longe em câmera lenta na minha direção. Suas penas azuis e brancas brilharam nos meus olhos. Vermelho da cor de seu topete fiquei, e não aguentei mais de emoção. Como em um filme dramático, corri os quilômetros invisíveis que me separavam da minha infância para abraçá-lo! Era ele, enfim, o Pica-Pau!

E de repente tudo fez sentido. Valeu a pena cruzar meio mundo, ficar de jetlag, pagar um ingresso caro e quase morrer na montanha-russa: que se dane, tiramos uma foto com o Pica-Pau! Abs.

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2 respostas em “Sentosa Island – A Praia e os Parques Temáticos de Singapura

  1. Pingback: Singapura – O que Vimos e Quanto Gastamos? | Os Incomodados que se Mudem!

  2. Incrivel como sua narrativa tem o poder de me transportar . Estou fascinada e emocionada por voces terem feito um passeio que sempre sonhei fazer. Como eu gostaria de estar ai curtindo cada emoção dessas. Sejam audaciosos ,e corajosos sempre pois o melhor estará sempre na proxíma curva da vida

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