Especial Ilhas da Tailândia: Koh Lanta

51º ao 53º Dia – Koh Lanta, 19 a 21 de Março de 2014. 

Dando prosseguimento à nossa exploração das mais belas ilhas da Tailândia, saímos de Ao Nang rumo à Koh Lanta. Para isso, encaramos mais uma vez o confuso, porém funcional, método de transporte das empresas turísticas do país. Etiqueta aqui, sobe no carro ali, atravessamos o mar de ferry com o carro e tudo e vamos indo para o nosso destino…

Apesar de termos saído de tarde, somente à noite chegamos na ilha. E convenhamos, chegar de noite em um lugar desconhecido nunca é bom, mesmo na Tailândia, um país pacífico por natureza e com índices de criminalidade contra o turista quase nulos.

Ainda assim, o receio bateu forte ao descermos da van e percebermos que os arredores de Long Beach, a praia que decidimos ficar, era uma rua deserta em meio ao breu, aparentemente no meio do nada. “E agora?”

Entramos em uma rua esquisita, de terra e completamente escura. A única iluminação por ali era fraca e vinha de um estádio de muay thai, Maravilha! Fomos andando a esmo, e por fim acabamos encontrando um lugar com bangalôs na faixa dos 300 baht (U$9). Era o Yanang Homestay, hospedagem simpática gerida por uma família bem humilde (eles também moravam em um dos bangalôs!), muito simpáticos.

E essa seria a nossa “casa” em Koh Lanta. Apesar do aspecto simples, estávamos a poucos metros da praia e dos restaurantes mais gostosos (e baratos!) da ilha. Contanto que tivéssemos internet e uma mosqueteiro para nos proteger dos insetos, estava tudo ótimo!

Após uma boa noite de sono, fomos conhecer a bela praia a luz do dia. E que praia!

Koh Lanta é de uma tranquilidade só. Uma praia sem muitas ondas, não muito funda, com uma água de temperatura deliciosa e uma areia bem fofa. O que mais precisávamos?

A praia de Long Beach era o lugar perfeito para descansar. Os bares da orla bem que tentam trazer algum agito, mas é inútil: a vocação de Koh Lanta é a de um lugar para comer, ir à praia e dormir.

A variedade de hospedagem é gigante, a começar pelos bangalôs de todos os tipos – com ventilador, ar-condicionado, em frente à praia, no mato, etc. Tem para todos os gostos e bolsos.

O tsunami de 2004 chegou a afetar a ilha, e a maioria das construções à beira-mar são recentes. Resolvemos voltar pelo caminho da noite anterior e enxergar melhor por onde passamos.

Placas apontam para a Clayzy House, um lugar bem barato mas, honestamente, preferimos continuar onde estávamos. Uma simples passagem em frente ao local e vimos um ambiente bem zoneado, cheio de hippies e tudo de ruim que alguns deles trazem consigo. Felizmente a atmosfera de Koh Lanta é bem mais superior que isso.

Os dias são incríveis, pois passam devagar, sem pressa. As festas tentam acontecer, os bares abrem e tocam música ao vivo, mas logo tudo acaba cedo e todos vão dormir. Ou ao menos ficam quietos, contemplando o barulho das ondas, audível do bangalô.

E como se não bastasse, a praia ainda tem um lindo pôr-do-sol.

Sem muita coisa pra fazer, vamos nos deliciando com as comidas fartas e baratas da redondeza. Encontramos o restaurante Mr. Green, um ambiente bem familiar, com pratos a partir dos 50 baht (U$1,50). E por “pratos”, eu me refiro a porções extremamente caprichadas de fried ricepad thai repletos de frutos-do-mar, bem temperadas e ainda com água gratuita. Ô beleza!

Como é de se imaginar, Koh Lanta nos conquistou não só pela praia, mas também pelo estômago. A vontade era de se mudar para a ilha e ficar lá um bom tempo.

(In)felizmente tínhamos que partir para nosso próximo destino, Koh Phi Phi. Ainda pensamos em adiar um pouco a viagem, mas em um capricho da natureza o fenômeno da maré vermelha resolveu aparecer, trazendo algumas algas e uma coloração nada agradável à praia. Era como se a própria ilha estivesse se autossabotando e dissesse: “Ei, pessoal. Eu sou linda, mas Koh Phi Phi é muito mais!”.

Quem somos nós para contrariar a natureza, não é? Por isso, encararíamos mais uma sessão de “transportes tailandeses”, e após um songatoew e um ferry, chegaríamos à incrível ilha de Koh Phi Phi.

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5 respostas em “Especial Ilhas da Tailândia: Koh Lanta

  1. “Uma simples passagem em frente ao local e vimos um ambiente bem zoneado, cheio de hippies e tudo de ruim que alguns deles trazem consigo.”
    Parei de ler aqui e possa ter certeza que perderam uma leitora.
    Sou mochileira a quase 10 anos, já viajei o mundo inteiro, e ainda nao consigo aceitar que certas pessoas se denominem “mochileiros” simplesmente por viajar com uma mochila.
    um pouco de maturidade e mente aberta não faz mal pra ninguém.
    sem contar nos inúmeros erros de portugues. pelo amor de deus, até minha irmã de 9 anos sabe a diferença entre mais e mas.
    minha opinião nao deixa de ser uma critica construtiva, e espero realmente que voces melhorem e quem sabe um dia volto aqui e encontro algo interessante.
    e obs. suas ‘dicas da tailandia’ é apenas um relato pouco detalhado sobre algo que é infinitamente mais do que isso.

      • Fabiana,

        Obrigado pelo comentário. Nós jamais nos denominamos mochileiros, e realmente não nos enquadramos no perfil por opção.

        Você não é obrigada a ler nossos textos, da mesma forma que não somos obrigados a ser “mente aberta”, se isso signifca ter de tolerar gente bêbada, nua e fumando maconha, aos grito, de madrugada.

        Parabéns pela sua irmã. Aposto que quando ela fizer uma viagem de longa duração por lugares com internet precária e sem muita energia elétrica disponível, ela certamente se atentará às diferenças entre conjunção adversativa e advérbio de intensidade…

        Abraços.

        On Saturday, July 19, 2014, Os Incomodados que se Mudem! wrote: >

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