Um pulinho na África

Johanesburgo, 27 de janeiro de 2014, África do Sul.

O voo da South African Airways foi tranquilo. 8h30 de viagem com um excelente serviço de bordo, sistema de entretenimento com filmes, músicas, além de refeições deliciosas.

image

Noodles com frutos do mar, macarrão com carne, frango, ovos, comemos de tudo, acompanhados sempre de doses cavalares de Amarula, disponíveis no carrinho das comissárias.

Desnecessário dizer que exageramos um pouco na dose e passamos mal. E claro, isso pareceu amplificar mais ainda os efeitos do jetlag que viria…

Não parece no mapa, mas a terra onde nasceu Mandela é bem grande e demora a ser sobrevoada. Pontualmente às 16h30 aterrisamos no aeroporto O. R. Tambo, e meu Deus, que choque tomamos logo de cara!

image

O aeroporto é enorme, muitíssimo bem sinalizado, futurista, limpo e iluminado (ouviram, Galeão e Guarulhos?). É um negócio que dá gosto de ver. São totalmente dignos de ser o grande hub que são.

image

“E é África, hein”, o pensamento preconceituoso logo vem à mente. Mas a verdade é que eles estão bem melhor que o Brasil.

Nossa inexperiência nos fez perder um pouco de tempo até achar o local correto, mas enfim carimbamos nossos passaportes com o visto de trânsito. Hora de ir conhecendo um pouco mais do aeroporto, sendo bem recebido justamente pelo Madiba.

image

Seguimos estupefatos com o jeitão de shopping de luxo do lugar. Tinha cada coisa bonita pra vender…

image

Verdade seja dita, estávamos em um misto de cansaço e excitação, e a alegria de sair do país ainda confundia nossa mente. Fui ao banheiro e saudei o faxineiro com um sonoro “Opa, beleza?”, que foi acompanhado pelo homem com um silêncio constrangedor e um olhar curioso, até que ele respondesse: “Hi”…

Nossa conexão era bem curta e poucos minutos restavam para o próximo embarque. Sorte nossa o aeroporto, mesmo grande, ser dotado de placas que sinalizam a distância em minutos de um terminal ao outro.

No meio do caminho, um finger não acoplado mandava para dentro do salão uma brisa gostosa e geladinha. Tive de parar e sentir um pouco dos 14°C de temperatura externa. Para quem passou os últimos tempos encarando as sensações térmicas acima de 50°C do verão carioca, aquilo era uma experiência emocionante.

Chegou a nossa vez de embarcar. Acompanhados em uma salinha organizada e repleta de chineses incrivelmente ordeiros e educados, fomos nos encaminhando para a aeronave, nos acomodando e pedindo mais Amarula (porque nós somos brasileiros e não desistimos nunca).

image

Próxima parada: Hong Kong.