Malásia – O Que Vimos e Quanto Gastamos?

A Malásia foi um país que nos ensinou várias lições.

A primeira delas: Não vá à Malásia.

Ok, exagero. Quem somos nós para querermos definir um país em apenas 6 dias? A verdade é que realmente não tivemos um bom tempo por lá.

Em partes, é claro. Por que se tem duas coisas que a Malásia teve de bom, foram as pessoas e as comidas!

Tivemos o prazer de ficarmos hospedados na casa da Wendy, uma malaia sensacional que nos deu muitas dicas e nos fez entender melhor esse verdadeiro caldeirão cultural que é o país. Aliás, ela também foi a responsável por nos viciar (!) em delícias como dragon fruit, além do delicioso chá teh tarik com panqueca roti canai.

Apesar de ser encontrado nos restaurantes indianos-muçulmanos, essas duas belezinhas aí são receitas tipicamente malaias e simplesmente fizeram nossa cabeça. Vale a pena pesquisar a receita e tentar fazer em casa, especialmente o chá, que basicamente leva chá preto e leite condensado e tem uma maneira bem peculiar de ser feito.

ORÇAMENTO

A Malásia é um famoso destino de compras e, como é de se imaginar, tudo é bem barato por lá. Principalmente hospedagem, alimentação, eletrônicos e roupas em geral – compramos uma camiseta e um óculos de mergulho por lá! Pode-se dizer que o custo de vida é bem parecido com os dos países mais baratos do Sudeste Asiático.

No período de nossa passagem por lá (Março/2014), U$1 equivalia a 3,2 Ringgits. Estabelecemos como teto máximo diário a média de U$40. Eis a nossa planilha:

malaysiaRaspando, mas milagrosamente conseguimos não passar da meta gastando apenas a média de U$38,64 por dia, em uma economia de U$1,36 por dia ou U$8,16 poupados em relação ao orçamento original.

Dizemos que foi uma milagre porque tivemos vários gastos não planejados. A começar pelas hospedagens, já que nossa ideia era ficar na casa de nossos amigos do Couchsurfing durante toda nossa estadia. Infelizmente alguns contratempos fizeram com que tivéssemos que nos adaptar, e sorte nossa que os preços eram bem em conta.

Outro fator complicado foi a alimentação. Apesar de termos gostado bastante dos pratos típicos malaios que provamos, a maior parte dos restaurantes locais tinham um método de precificação bem diferente aos nossos olhos brasileiros, acostumados com self-service a quilo. Não conseguimos entender como eles funcionavam e acabamos ficando restritos aos restaurantes mais turísticos e com cardápio mais ocidentalizado. Isso quando não apelávamos para o fast food, mesmo.

Já o transporte, apesar de ter sido nosso maior gasto, justifica-se: cruzamos o país de uma ponta a outra em trens noturnos! Os trens são confiáveis e as passagens muito baratas. Infelizmente tivemos que pegar alguns táxis também.

Mesmo com alguns gastos no campo Misc. relacionados a compra de alguns itens necessários de última hora, ficamos satisfeitos com o resultado final, que nos mostrou que conseguimos lidar bem com imprevistos e não estourar nossa meta. Já basta aquele susto em Singapura!

Confesso que saímos com certo alívio da Malásia. Talvez não fosse a hora certa de estarmos lá… Em compensação, chegamos no momento perfeito na Tailândia!

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Singapura – O que Vimos e Quanto Gastamos?

Singapura é um destino que nos deixou marcas profundas.

E nem me refiro às marcas do rombo financeiro que ficaram em nossos bolsos, graças às suas atrações imperdíveis (e caras!). Na verdade, essa pequena cidade-nação da Ásia mudou nosso modo de enxergar o mundo, já que nos mostrou que quando se tem um pouco de dedicação e força de vontade, tudo é possível.

Singapura é quase perfeita. E tudo que ainda não é perfeito por lá está bem perto disso. A qualidade de vida, com segurança e conforto, é de se invejar. Principalmente quando analisamos que tudo o que eles conquistaram foram de pouquíssimos anos para cá.

Dizem que esse é um dos países mais caros do mundo. Verdade. Para se tirar a licença de motorista, por exemplo, é necessário desembolsar algo em torno dos U$70.000, além de arcar com os altos preços dos veículos e combustíveis. Por outro lado, o transporte público é impecável e te leva a qualquer lugar. As casas não são baratas – mas ainda não chegaram aos preços ridículos do Brasil, onde construções em meio à favela custam milhões de reais. A alimentação é outro fator surpreendente: é barato demais.

Como sempre, pesquisamos bastante e definimos com antecedência nossa meta de gastos em U$52. Eis a nossa planilha final:

singapore

Pela primeira vez na viagem, acabamos estourando nosso limite de gastos e passamos a meta: Gastamos uma média de U$57,90, o equivalente a U$5,90 a mais por dia do que o planejado, ou U$23,60 negativos no total.

Felizmente economizamos o suficiente na Indonésia para que essa pequena baixa em nosso orçamento não chegue a causar preocupações.

Graças a hospitalidade do povo de Singapura, ficamos de Couchsurfing e não gastamos um centavo com acomodação. A comida também é bem barata, tanto a local quanto as de fast food. Mas acabamos gastando um pouquinho a mais nesse campo porque decidimos fazer um típico prato brasileiro para nossos anfitriões: arroz, feijão e bife! E como a carne é importada da Austrália… ai!

Também precisávamos nos locomover e gastamos um pouco com transporte. Na verdade, acho que poderíamos ter economizado mais nesse campo se não tivéssemos feito o Ez-Link Card deles, que é muito bom para usar no dia a dia, mas por não ter sua taxa de SGD $5 reembolsável, acaba não valendo a pena ser feito para pequenas estadias.

E por fim, torramos bons dólares singapurianos no campo “Atividades”, porque sinceramente Sentosa é incrível. Poderíamos ter gastado muito mais se resolvêssemos participar de outras atrações por lá. E sinceramente? Valeria a pena!

Singapura é um país admirável, e ao contrário do Brasil, cada centavo gasto por lá é retornado da melhor maneira possível: seja em troca de um excelente transporte público, uma comida deliciosa, atividades sensacionais ou o simples fato de poder andar na rua em segurança.

Singapura sabe ser moderna sem ser esnobe. Rica, mas simples. De um bom gosto e simpatia sem igual. Vá à Singapura pela menos uma vez na vida. Você não vai se arrepender.

Hong Kong – O Que Vimos e Quanto Gastamos

Ah, Hong Kong…

Sentiremos saudades desse país tão moderno e tão único. Seus shoppings luxuosos repletos de grifes mas sem porta automática, os telefones públicos que emitem sinal wi-fi e que só aceitam moedinhas, os restaurantes sofisticados que vendem caviar e também miojo…

E o que falar dos Mc Donald’s e lojas de conveniência presentes em cada esquina? Do sistema de transporte público sem falhas, das criancinhas independentes que manuseiam câmeras e tablets maiores que elas próprias, ou das imigrantes filipinas que se aglomeram em multidões nos dias de folga formando um caldeirão cultural em plena metrópole? Isso sem contar o pulinho inesquecível em Macau e o brilho de seus cassinos.

Tentamos resumir essa primeira etapa de nossa viagem em um vídeo, assista:

Hong Kong está longe de ser um destino caro como o Brasil, mas também não é tão barato quanto seus vizinhos do Sudeste Asiático, famosos pelo baixíssimo custo de vida.

Fomos para Hong Kong preparados para gastar um pouco mais do que o habitual, já que precisaríamos comprar por lá uma série de coisas (câmera, tênis, pendrive, bolsa à prova d’água, adaptadores, etc). Baseando-nos em algumas pesquisas prévias e nos relatos de viajantes que já estiveram por lá, estipulamos nosso teto de gastos em U$66 por dia.

A boa notícia? Mesmo comprando tudo que precisávamos – e um pouco mais, gastamos menos que o previsto. Segue abaixo a nossa planilha de gastos diária:

hk

Ao final de 11 dias, gastamos U$683,54, ou o equivalente a U$62,13 por dia. Sim, raspando, mas conseguimos poupar U$3,87 por dia, ou U$42,46 ao total (o que já paga uns dois dias na Indonésia!).

De acordo com a tabela, é importante salientar que nosso maior gasto foi no campo “Misc.”, ou seja, justamente as compras que precisávamos fazer. Sem elas, economizaríamos pelo menos 1/3 dos gastos.

Não gastamos absolutamente nada com hospedagem (viva o Couchsurfing!), e economizamos na alimentação dando preferência às comidas locais e ao fast food. No transporte, acabamos gastando bastante, principalmente por conta do alto preço das passagens para Macau.

A surpresa se deu por conta das Atividades, que apesar de serem muitas, aproveitamos quase tudo sem pagar nada: fomos aos museus no dia gratuito, fizemos a trilha para o The Peak (ao invés de pegar o bondinho) e curtimos as praias e os templos. Só não abrimos mão de visitar o Big Buddha de teleférico, e pagamos por isso, porque sabíamos que seria uma experiência inesquecível.

Hong Kong é incrível e vale cada centavo. Mas cá entre nós: Nesse exato momento, estamos na Indonésia vivendo uma vida de patrão gastando menos do que a metade dos custos de Hong Kong… E isso é perfeito!

Fique ligado, os próximos textos serão sobre esse lugar sensacional!